Quais são as vantagens da Inseminação Artificial em equinos?

As principais vantagens da Inseminação artificial em equinos são: a redução dos riscos de disseminação de doenças sexualmente transmissíveis, pois o contato sexual direto entre garanhões e éguas reprodutoras é evitado; aumento dos índices de fertilidade, devido a um maior controle sobre a qualidade do sêmen utilizado e também sobre a sanidade reprodutiva das éguas, resultando no acréscimo da eficiência reprodutiva; acelerar o processo de melhoramento genético das raças.

Em um período normal de estação de monta, através da monta natural, um garanhão poderia cobrir um número máximo de 80 éguas, enquanto através da Inseminação Artificial poderia fecundar um número muito maior, chegando até 300 éguas.

Um garanhão de alto valor zootécnico, com qualidades devidamente comprovadas pode, dessa maneira, disseminar seus caracteres desejáveis muito rapidamente, constituindo uma grande vantagem no que diz respeito ao melhoramento genético; reduz a possibilidade de injúrias para a égua e o garanhão; permite o uso de garanhões que tenham desenvolvido hábitos deficientes de cobertura ou que apresentem lesões limitantes (claudicações); permite a identificação de problemas reprodutivos; permite o uso de éguas impossibilitadas para a monta natural; permite o uso de garanhões que apresentam sêmen de qualidade inferior.

As desvantagens são: aumento dos custos nos trabalhos relacionados ao manejo reprodutivo do haras; obrigatoriedade de um médico veterinário responsável para conduzir os trabalhos.

 

 

Fonte: ABQM

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Como tratar carrapatos em equinos

Os carrapatos são membros da família aracnídea e são importantes ectoparasitas de equinos. Os carrapatos provocam doença sugando o sangue, causando a paralisia do carrapato, criando feridas que predispõem o equino a infecção bacteriana secundaria ou miíase e pela transmissão de uma série de infecções protozoárias, riquetsiais e bacterianas. As infestações por carrapatos são mais comuns na primavera e no verão.

Os carrapatos argasídeos põem os ovos em fendas e frestas no ambiente e carrapatos imaturos infectam os hospedeiros após eclosão. As larvas e as ninfas sugam sangue e linfa, caindo ao solo em seguida para transformar-se em adultos. Esses carrapatos infestam celeiros, barracões e outras áreas onde se encontram animais. Em equinos, o Otobius megnini tende a infestar as orelhas e o canal auditivo. A sintomatologia clínica de infestação inclui otite externa, inclinação da cabeça, balanço da cabeça e ocasionalmente hematomas aurais.

As espécies Dermacentor, Ixodes e Amblyomma são carrapatos ixodídeos mais comuns dos equinos. Esses carrapatos são encontrados em ambientes abertos, tem ciclos evolutivos complicados e todos os estágios do ciclo evolutivo são parasitários. A gravidade de sintomatológica clínica depende da densidade da infestação e do animal desenvolver ou não uma reação hipersensibilidade às picadas. As orelhas, a face, o pescoço, a virilha, os membros distais e a cauda são mais comumente infestados. As lesões inicias consistem em erupções papulares a pustulares que rapidamente se desenvolvem em crostas, erosões, ulceras e perda de pelos. As reações de hipersensibilidade podem ser localizadas ou generalizadas. As respostas locais manifestam-se como nódulos que se desenvolvem no local da picada do carrapato. Embora a patogenia seja desconhecida, supões-se que esteja envolvida hipersensibilidade basofilíca cutânea. As reações sistêmicas caracterizam-se por urticária no corpo todo ou placas de urticárias multifocais.

O diagnóstico definitivo é feito pelo achado de carrapatos aderidos ao animal ou no canal auditivo. O tratamento visa à destruição dos carrapatos sobre o equino. Devem ser aplicados banhos de piretrina ou piretróide com esponjas absorventes ao corpo do animal. É preciso cuidado extra para molhar as áreas de pregas cutâneas. Em geral, é necessário apenas um tratamento, a menos que esteja ocorrendo reinfestação. Pode ocorrer resistências aos inseticidas rapidamente, sendo importante o conhecimento dos padrões de resistência locais.

Fonte:   Escola do Cavalo

Leilão Crioulos da Tamanca e Convidados

Oferecendo 45 lotes de animais da raça crioula, o Leilão Crioulos da Tamanca e Convidados acontece no dia 12 de outubro, às 21 horas, na Associação Rural de Pelotas (RS), durante a 87ª Expofeira.

Para dar lances durante o evento é preciso o cadastro prévio no site da leiloeira.

O Leilão será transmitido pelo Canal Rural

 

Mutação de um gene é responsável pela marcha dos cavalos

Os equinos trotam e marcham, essa capacidade de marchar é hereditária, muitas raças foram selecionadas com base nessa característica. Foi descoberto atualmente que, a capacidade de aprender a marchar depende da presença de mutação em um gene.

O caminhar é controlado por neurônios localizados na medula espinhal, os equinos alternam o lado da perna que coloca na frente. Deste modo, quando a perna esquerda dianteira está na frente, é a perna direita traseira que está na frente. No próximo passo isso se inverte e assim por diante. Alguns cavalos são capazes de marchar e, nesse caso, o sincronismo das pernas é diferente.

Estudos feitos com cavalos islâmicos mostram que, em um dos tipos de marcha, ele é capaz de colocar na frente tanto a perna esquerda dianteira quanto a perna esquerda traseira. No próximo passo, ambas as pernas direitas são levadas para frente ao mesmo tempo. As pernas dianteiras e traseiras desse tipo de marcha trabalham em sincronismo.

Geneticistas estudiosos compararam inicialmente raças de cavalos islâmicos identificando o local do genoma responsável pela capacidade de marchar. A sequência do genoma foi comparada e foi descoberto a capacidade desse, em regular o funcionamento de outros genes, alterado nos cavalos capazes de marchar. Enquanto nos equinos comuns o gene produz uma proteína grande, nos cavalos marchadores o gene produz uma proteína menor, truncada.

Então foi examinado se essa alteração encontrava-se presente em todos os cavalos capazes de marchar e ausente nos incapazes. Dos 1.160 cavalos de 21 raças, de diversos lugares, examinados todos que marcham possuem gene truncado e raças que trotam possuem a versão do gene que produz a maior proteína.

A maior flexibilidade dos cavalos marchadores porém tem um custo, o galope é mais lento e menos coordenado, tem maior dificuldade de fazer a transição do trote para o galope.

Fonte: Estadão

Rodada do Conhecimento será realizado na quarta em Pelotas (RS)

A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) realiza nesta quarta-feira, dia 9 de outubro, a primeira edição da Rodada do conhecimento. O evento inicia às 14h no auditório da Vetesul, no Parque de Exposições Idelfonso Simões Lopes, em Pelotas (RS), e integra a programação da 87ª Expofeira do município.

 

Os criadores contarão com palestras sobre reprodução e biotecnologia além de práticas sobre a exposição da raça. Um dos destaques do evento será a participação do médico veterinário e mestre em reprodução Daniel Fernandes Pasquini, que atua como gerente nacional da Botupharma. Ele vai falar sobre reprodução, focando tecnologias, como as transferências de embriões e inseminação artificial.

Entre as novidades que serão apresentadas por Pasquini estão biotecnologias relacionadas ao transporte de material genético dos animais, que permite a manutenção da qualidade mesmo a longas distâncias. Além disso, o especialista também vai destacar como manter este material genético de grandes garanhões da raça por tempo indeterminado. “Antigamente o animal morria e se perdia o material genético. Hoje temos como manter este banco para reprodução. Com o uso da biotecnologia conseguimos otimizar o aproveitamento da genética”, esclarece.

O ingresso para o evento será dois quilos de alimento não perecível.

Confira a programação:

 

9 de outubro

13h30min – Recepção e cadastramento

14h – Reprodução: novas tecnologias, transferência de embriões e inseminação artificial.

Daniel Fernandes Pasquini – médico veterinário, mestre em reprodução e gerente nacional da Botupharma.

15h – Preparo morfológico – apresentação prática

Cuidado com os cascos e aprumos.

Ibsen Votto – médico veterinário, ferrageador, gerente de Eventos, Relacionamento com os Núcleos e Técnico da ABCCC

 

Apresentação em pista

Claiton Jardel – treinador e domador

Julgamento

Ricardo Vieira Borges – médico veterinário e superintendente adjunto do Serviço de Registro Genealógico da ABCCC

Rédeas de Ouro começa na segunda-feira em Porto Alegre (RS)

A competição que começa na próxima segunda-feira (23/09), no Centro Hípico Querência, vai reunir mais de 120 animais, de oito estados e do exterior, em uma acirrada disputa pelos R$ 150 mil em prêmios que serão oferecidos durante o torneio.

As provasvão colocar em confronto animais como o SJ Rodopio, 14° colocado nos jogos equestres mundiais, e o Duque do Caajara, bi-campeão nacional da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC). Além destes, o Rédeas de Ouro terá a presença de estrelas como o Alma de Gato Calabassa, 5º colocado no Potro do Futuro, nos Estados Unidos, do Quixote do 38, melhor crioulo do potro do futuro da ANCR 2013, e do Marajá do 38, bi-campeão gaúcho de rédeas.

O Rédeas de Ouro é formado por duas provas, o Campeonato Nacional para animais de qualquer idade e o Potro do Futuro, exclusivo para animais de quatro anos hípicos. O coordenador do evento, Antônio Correa, explica que o torneio tem gerado uma expectativa muito grande entre os envolvidos com a raça. “Estamos com uma ansiedade muito grande pelo início do evento, pois a competição se tornou a nova mania nacional entre criadores,  treinadores e adeptos da modalidade”, revela.

Conheça a Cabanha Santa Edwiges

A história humana que motivou a formação da cabanha é uma história simples, parecida ou igual a de muitos criadores de cavalo. É a história de Daniel, um pai que presenteou seu filho de 15 anos, José Antônio, com suas primeiras éguas Crioulas. O cavalo já fazia parte do imaginário dos dois há muito tempo. Nos filmes, nas histórias, nas brincadeiras da infância, o cavalo sempre esteve presente. Então, por que não tornar este sonho realidade?

Nosso RP 01 nasceu em 1977. Foi uma festa! Pai e filho juntos viram várias gerações de potros nascerem e crescerem. Passaram a acompanhar e participar de eventos e exposições. O pai gostou tanto que decidiu investir mais. Foi um sonho que cresceu e se realizou.

O nome da cabanha veio da devoção de Daniel e Laurinha à santa que protege os pobres, os endividados e os negócios: Santa Edwiges.

 

 

 

NCCC MS realiza reunião nesta segunda-feira

O Núcleo dos Criadores de Cavalos Crioulos do MS convida a todos os criadores, associados ou não, para participar da reunião do Núcleo que ocorrerá no dia 09 de setembro de 2013 (segunda-feira) às 18 horas, na Rua Prof. Luís Alexandre de Oliveira, nº 67 – Vivendas do Bosque (sede da Genética Aditiva).

Estará em pauta os seguintes assuntos:

– Prestação de contas dos eventos em 2013;

– Planejamento para 2014;

– Avaliação de demanda por cursos;

– Informação das coberturas disponíveis.

Cavalo Crioulo terá agenda intensa durante a Expointer 2013

Competições e negócios vão movimentar a participação da raça crioula nesta edição da Expointer, que ocorre de 24 de agosto a 1º de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Além da grande expectativa para a final do Freio de Ouro, que abre a programação da maior feira agropecuária do Rio Grande do Sul, a final da Morfologia, que ocorre na terça-feira, também é esperada pelos criadores e público em geral com grande expectativa.
Serão 638 animais que irão participar das finais de provas que serão realizadas ao longo do evento. Se contabilizados os animais que vão ser comercializados nos leilões da raça crioula, este número deve ultrapassar os mil. No ano passado, a venda de animais chegou a R$ 13,7 milhões, sendo que só nos remates do cavalo crioulo os números fechados foram de R$ 9,4 milhões. Para o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), Mauro Ferreira, a expectativa é de alta nos negócios. “Há uma tendência de crescimento que se reflete dentro da Expointer a cada ano que passa e esperamos que este movimento se mantenha. Novamente o cavalo crioulo deve ser o responsável pelas grandes vendas de animais”, projeta.
A ABCCC vai trazer novidades na entrega de prêmios da Morfologia. Na cerimônia das 19h30min, também recebem prêmios as cabanhas melhores ranqueadas regional e nacionalmente em provas funcionais e morfológicas, bem como os vencedores da Copa do Criador, além dos campeões da Marcha da Integração e do Enduro. Depois de 14 semifinais, o grande vencedor da Morfologia será conhecido no dia 27 de agosto. O criador gaúcho Ricardo Vieira Borges será, pela quarta vez, jurado da grande final. O avaliador tem mais de cem eventos em seu currículo e será o responsável em definir o melhor exemplar do ano.
Mas antes, as emoções estarão voltadas a conhecer os grandes campeões do Freio de Ouro 2013. A final começa na quinta-feira, dia 22, e vai até o domingo, onde as provas finais definem os vencedores do ano, depois de classificatórias. Os 96 conjuntos finalistas devem fazer uma disputa palmo a palmo pelo título deste ano, assim como foram as 12 etapas classificatórias. Para o vice-presidente de Eventos da ABCCC, Leandro Amaral, o alto padrão de animais foi visível, tanto morfológica quanto funcionalmente. “Sem dúvida surgiram animais excepcionais em todas as etapas e, a cada ano, este número cresce mais. O Freio é uma disputa que não se pode apontar favoritos e está ficando cada vez mais difícil prever o resultado”, diz Amaral.
Os jurados para este ano já foram definidos. Os responsáveis por julgar o time das fêmeas são os criadores Eduardo Móglia Suñe, César Augusto Hax e Vinícius Freitas enquanto André Narciso Rosa, Daniel Mello e Sandro Amaral avaliarão os machos. Os jurados reservas deste ano são João Luis Arísio e Rodrigo Py. Outras seis provas da raça crioula serão realizadas e terão suas finais durante a Expointer: Campereada, Crioulaço, Freio Jovem, Freio do Proprietário, Movimiento a La Rienda e Paleteada. Dessa última, a decisão acontece apenas na Força principal, já que a final da Força B ocorreu em Bagé, dia 5 de maio.

 

O cavalo é um animal de rotina, diz médico veterinário

A partir dessa afirmação é permitido concluir que alterações mínimas nas atividades diárias do animal podem acarretar em complicações. É o que acontece quando são retirados do campo e submetidos a períodos de dois ou três meses de confinamento a fim de prepará-los para as provas morfológicas. Essas mudanças de habitat e alimentação contribuem para o desenvolvimento de problemas metabólicos e digestivos.

De acordo com a revista ABCCC, durante essa fase de intensificação de trabalho, a quantidade e inclusive a mudança do tipo de alimento alteram os hábitos do animal. segundo o médico veterinário Jarbas Castro Junior, jamais se pode esquecer que o cavalo é um indivíduo herbívoro. “Ele precisa diariamente de quantidade adequada de volumoso, principalmente pasto, além de complementos, como rações concentradas”, adverte. Essa é uma das principais maneiras para incentivar o bom funcionamento do aparelho digestivo.

A hidratação é outro ponto importante. O cavalo deve beber de 20 a 25 litro de água por dia, sendo que qualquer redução desse volume um fato passível de afetar seu desempenho. Á água na presença de minerais ou potencialmente contaminada pode desencadear infecções intestinais. Castro também sugere considerar as mudanças de local, como da fazenda até os centros de competições, em que a variação da água de poço para água tratada pode fazer com que o animal deixe de ingerir líquidos.

O encerramento é uma forte alteração na rotina do equino. Deixar o animal na cocheira, além do desconforto, estimula que problemas no aparelho locomotor apareçam ou se agravem. “É um risco do processo”, fala Castro, atribuindo ao treinador a responsabilidade de um intenso acompanhamento da saúde do animal. “Sabe-se que a mudança para ganho de peso é inevitável, então, ao menos se deve realizar uma alimentação bastante tracionada no decorrer do dia”.

Não existe uma hora exata para levar o animal ao veterinário. É importante que cada treinador esteja sempre próximo do cavalo para verificar qualquer alteração. Segundo o especialista, um diagnóstico precoce bem embasado pode reduzir eventuais problemas. “Estamos trabalhando com atletas. Se fizermos comparação com jogadores de futebol, que precisam de horas de sono e alimentação específica, vamos perceber que com o cavalo não é diferente. Tudo é controlado”, conclui

Reportagem – Exposição Morfológica do Cavalo Crioulo em Campo Grande

A avaliação morfológica passaporte foi realizada no dia 13 julho no CLC Parque do Peão, pela primeira vez em Campo Grande (MS). O júri avaliou envergadura, cabeça, tronco, porte dos animais, entre outras características específicas da raça.

 Confira a reportagem da TV MS Record:

https://www.youtube.com/watch?v=7Y2xVzWsCmE

Cavalo Crioulo é destaque em programa voltado ao agronegócio

O programa Record Rural, da TV MS Record, apresentado pelo jornalista Osmar Bastos, veiculou uma reportagem gravada em Campo Grande – MS. Na reportagem são destacadas as características da raça e o crescimento desta na região Centro – Oeste.

Assista, a reportagem no link:

 

https://www.youtube.com/watch?v=6cC7sg8Ceic

Cabanha Maufer comemora 25 anos e promove leilão

No dia 27 de agosto, em Esteio, interior do Rio Grande do Sul, às 21 horas, a Cabanha Maufer, promove um remate especial em comemoração ao seu aniversário de 25 anos , quando serão ofertados animais da raça crioula, com destaque para: Uva Merlot 340 Maufer, Freio de Ouro 2009 e Bocal de Ouro 2009; JA Namorada, Freio de Ouro 94 e prenhe de Facón 1069 Maufer; Polvora da Escondida, mãe de Alcalina 447 Maufer, Freio de Ouro 2010; Viragro Abre Canche, irmã inteira de Viragro Rio Tinto, grande campeão da Expointer; Angélica 474 Maufer, irmã inteira de Jalisco de Santa Angélica, pai de Oraca do Itapororó que foi Bi Grande Campeã da Expointer e Freio de Prata 2012; e ainda, 6 Filhas de La Invernada Hornero.

O remate será transmitido pelo Canal Rural.

Mais informações no site da leiloeira www.trajanosilva.com.br ou no site da cabanha: www.maufer.com.br

Participe!

A paixão pelo Cavalo Crioulo une culturas de diferentes estados

Quem quiser saber quem sou, olha para o céu azul e grita junto comigo viva o Rio Grande do Sul (…) Deus é gaúcho de espora e mango. Foi maragato ou foi chimango. Querência amada, meu céu de anil. Este Rio Grande gigante,mais uma estrela brilhante na bandeira do Brasil“.
A canção de Osvaldir e Carlos Magrão,  retrata a paixão do povo gaúcho pela sua terra. Por onde passam, os sulistas deixam suas marcas, seja no traje típico, seja no sotaque ou no chimarrão que não deixam de lado nem durante os lides diários ou para as competições esportivas. Essa marca foi vista durante a  exposição morfológica do Cavalo Crioulo, que foi realizada em Campo Grande (MS), no dia 13 de julho, no CLC Parque do Peão. A cuia do mate sempre a mão, e a indumentária gaúcha tradicional – a chamada Pilcha – utilizada por homens e mulheres de todas as idade, também não poderia faltar.
Ricardo Santana e Denise eram a expressão da tradição gaúcha durante a realização da prova,  camisa, bota, lenço e bombacha. E mesmo depois de 20 anos morando em Chapadão do Sul (MS), ainda mantém viva a raiz que os une à “querência amada”. “Essa é uma oportunidade de reencontrar os amigos que vem do Rio Grande do Sul e voltar às origens. Esse é nosso traje de uso não só nos eventos sociais, como também na lida na fazenda.”, lembra o casal.
E a faceirice dos sulistas com suas pilchas, cuias e sotaques era misturado ao som puchado do “r” dos matogrossenses e dos sul-matogrossenses, com suas botinas, chapéus, bonés e camisas bordadas com os nomes das fazendas que estavam representando, tudo regado à bebida tradicional da terra, que leva os mesmos ingredientes do “chima” só que com temperaturas de água diferentes: o tereré.
Seja do Mato Grosso do Sul ou do Rio Grande do Sul, as competições esportivas que envolvem a raça  conseguem reunir diferentes culturas, que se unem por uma mesma paixão: o Cavalo Crioulo.

 

Leco Chico morre no Paraná

De acordo com informações da ABCCC- Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Crioulo, o campeão do Bocal de Ouro em 2004 e três vezes finalista do Freio de Ouro (2004, 2005 e 2008), Leco Chico morreu na madrugada de hoje (15/5) no estado do Paraná.

O animal, filho de Campana Guasqueiro e Galarza Chico, tinha 15 anos e era de propriedade de Rivadavia Fiorillo Menarim. A causa da morte foi uma pneumonia com pneumotórax.

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