Pesquisa inédita traça raio x de Cavalos Crioulos no Brasil

A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) divulgou nesta sexta-feira (24/8) o resultado de uma pesquisa inédita que traçou um verdadeiro raio x do mercado de animais da raça. De acordo com os dados apresentados, a criação de Crioulos movimenta mais de R$ 1,28 bilhão e gera 238 mil empregos por ano no país.

A pesquisa, encomendado pela entidade à Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) – referência em estudos sobre o agronegócio – levou seis meses para ser concluída e teve o seu resultado apresentado pela diretoria da Associação em coletiva de imprensa realizada no parque Assis Brasil em Esteio/RS, palco do Freio de Ouro que ocorre até domingo (26).

O objetivo foi dimensionar a importância econômica da raça e identificar a ocupação de pessoal nas diversas atividades relacionadas à raça. Com um plantel de 315 mil animais no Brasil, cada exemplar Crioulo é responsável por movimentar anualmente R$ 4.065,83 e gerar 0,76 posto de trabalho (0,15 direto e 0,61 indireto).

Segundo o vice-presidente de Comunicação e Marketing da ABCCC, Alfredo Tellechea, o trabalho apresenta a criação de cavalos Crioulos como braço comprovado do agronegócio brasileiro. “Hoje somos uma atividade econômica forte e que vem em crescente desenvolvimento em todo o território nacional. Precisamos agora seguir acompanhando o progresso que vamos atingir nos próximos anos”, diz.

O estudo realizou uma ampla análise do fluxo financeiro incidente nas principais atividades do chamado Complexo do Agronegócio, que envolve desde os Centros de Treinamento até rações, produtos veterinários, artigos para o cavalo e para o cavaleiro, transporte, hotéis, restaurantes, pessoal especializado, entre outros. Para coleta dos dados, foram realizados painéis com a presença de criadores, proprietários, veterinários, leiloeiros, comerciantes e demais agentes do meio.

Além da apresentação dos novos dados, o crescimento da raça também foi apontado pela diretoria da entidade. “Temos hoje um perfil diferente de criadores. Agora não são apenas os gaúchos que entram no ramo para obter cavalos de monta e lazer. O Brasil inteiro passou a criar e isso se tornou um negócio. A presença do nosso cavalo em todas as regiões do país nos projeta a estes números, muito importantes no mercado”, aponta Mauro Ferreira, vice-presidente de Núcleos da ABCCC.

Informações Assessoria ABCCC
 

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