Freio de Ouro 2014; Disputa promete ser acirrada

Depois de 12 classificatórias com disputas acirradas e muitas delas decididas na última corrida após diversas alternâncias de posições, a final do Freio de Ouro 2014, que ocorre no dia 31 de agosto no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), durante a Expointer, promete ser uma das mais disputadas da história.

Na análise de quem participou e acompanhou cada etapa deste ciclo, não há como cravar um favorito para o título, pois diversos conjuntos se destacaram ao longo das seletivas.

Os animais que garantiram vaga para a decisão mostraram que a seleção preconizada pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) de aliar morfologia e função está cada vez mais difundida entre os criadores da raça.

Para o vice-presidente de Eventos da entidade, Leandro Amaral, o Freio de Ouro deste ano apresentou animais de grande qualidade. “Tivemos classificatórias com conjuntos alcançando uma pontuação muito alta e marcadas pela alternância das posições entre os competidores”, salienta.

Para os jurados, é difícil definir um grande favorito para a final. Segundo Luís Rodolfo Machado, que será um dos responsáveis pelo julgamento dos machos juntamente com César Augusto Rabassa Hax e Jorge Aginelo do Nascimento, é uma final que deve refletir as dificuldades que foram impostas aos competidores ao longo de todas as classificatórias. “Tivemos seletivas disputadas e não tem como apontar um favorito, mesmo com um campeão defendendo o título, não dá para garantir que a vitória seja certa, pois há grande qualidade em pista”, ressalta.

Já para Rodrigo Py, que será jurado das fêmeas juntamente com Eduardo Móglia Suñe e Luiz Martins Bastos Neto, a expectativa para a final reflete a qualificação a cada ano que passa de cavalos e ginetes que se preparam para este momento. “É uma competição de altíssimo nível e que deve ser definida nos detalhes. Temos entre 15 a 20 conjuntos no mínimo com chances iguais, o nível está bem equilibrado”, analisa.

Os ginetes também acreditam que esta será uma das finais mais disputadas da história. Guto Freire, que classificou nove animais para Esteio, sendo seis machos e três fêmeas, salienta que as seletivas mostraram a força e a evolução em qualidade da raça Crioula. Avalia que não existe um favorito e que a decisão do primeiro lugar será pelos detalhes. “Vai vencer quem tiver o melhor preparo, quem tiver o melhor físico e melhor treinamento, mas pelo que vimos todos os competidores estão bem preparados”, observa.

Lindor Collares classificou oito animais para a grande final, com cinco fêmeas e três machos. O ginete destacou que a disputa foi parelha em todas as classificatórias e o mesmo deve ocorrer na grande final. “Este ano temos um nível muito forte, com cavalos excelentes. Geralmente dois ou três animais chegavam à Esteio como os favoritos para o Freio de Ouro, mas agora não há como destacar apenas um grupo”, afirma.

Amaral lembra também que esta é a primeira vez que o regulamento permitirá que os vencedores do ciclo anterior poderão defender o título. E o cavalo Cadejo da Maior, Freio de Ouro entre os machos em 2013, estará de volta às pistas para buscar o bicampeonato. “É a grande novidade para esta final”, reforça.

Ginete de Cadejo da Maior, Daniel Teixeira acredita que o cavalo ainda pode ter um desempenho melhor do que o do ano passado. Uma das vantagens, para ele, é que o animal não precisou passar pelo estresse de viagens e provas durante as classificatórias. “Tivemos tempo de trabalhar ele especialmente para o Freio de Ouro. É um cavalo sadio e que ainda tem espaço para evoluir, e isso pesou na avaliação de defender o título”, diz.

Informações AgroEffective – Assessoria de Imprensa da ABCCC
Foto: Felipe Ulbrich

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