Centro de Equoterapia necessita de doação de cavalo crioulo

Sonhos nunca morrem. Prova disto é que o professor de capoeira e instrutor de equoterapia Paulo Roberto Ferreira Leal, de Teófilo Otoni, Minas Gerais, precisou esperar 17 anos para ver seu desejo se concretizar. Leal queria montar um centro de equoterapia para prestar atendimento a pessoas com necessidades especiais. Sua busca começou em 2001, quando ele colocou uma propaganda na televisão. “Queria um psicólogo e um fisioterapeuta que gostassem de cavalos”, lembra. Hoje, com o Centro devidamente estruturado, ele tem um próximo anseio: espera a doação de um cavalo crioulo para fazer parte do seu time.

Leal conta que somente cinco anos depois de dar início às buscas por profissionais interessados no assunto, uma destas pessoas apareceu e o então hoje Centro de Equoterapia Ceev, em funcionamento há três anos, começou a ganhar forma. São cerca de 35 pacientes e, destes, mais de 80% recebe atendimento gratuito da Associação Regional de Equoterapia, instalada em uma Escola Agrícola. “São pessoas que realmente não têm condições de pagar”, diz.

Atualmente são três cavalos em atividade, mas existe o desejo e a necessidade de incluir um Crioulo neste elenco. “Pela estrutura, rusticidade e comodidade”, justifica Leal. A opinião do instrutor sobre a raça se consolidou desde o primeiro momento que este entrou em contato com a raça, por intermédio de Jango Salgado. “Adorei o animal como um todo. A força, o espírito. Tranqüilo e ativo, submisso e inteligente. Nunca vi um crioulo sonso. Estão sempre alertas. Parece que têm um botão de liga e desliga. E isto é muito importante para o treinamento”, afirma.

Criadores interessados em fazer a doação de um exemplar podem entrar em contato com Leal pelo telefone (33) 8801-4892.

Fonte: ABCCC

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